O Senhor disse a Moisés: "Faça uma serpente e coloque-a no alto de um poste; quem for mordido e olhar para ela viverá". Moisés fez então uma serpente de bronze e a colocou num poste. Quando alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, permanecia vivo.
O povo está morrendo por picadas de serpentes que eles mesmos provocaram, reclamando até cair numa punição que poderiam ter evitado. E a cura que Deus oferece é estranha: fazer a própria coisa que está matando, moldá-la em bronze, colocá-la num poste. Quem olhar para ela viverá.
Faria mais sentido se a cura não se parecesse em nada com o ferimento. Em vez disso, as pessoas tinham que olhar diretamente para uma imagem de bronze da mesma coisa que as matava, e confiar que olhar seria suficiente. Sem fórmula, sem esforço — só se virar para encarar o que as feria, erguido diante delas, e crer na palavra de Deus.
Mais tarde Jesus aponta exatamente para essa história para descrever a própria morte — erguido para que quem olhasse pudesse viver. Seja qual for o sentido que você dê a essa ligação, o padrão por trás vale a pena notar: a cura ali não exigia que o veneno desaparecesse primeiro. Só exigia olhar.
Qual é a coisa que você tem evitado encarar diretamente, e o que poderia mudar se você finalmente se virasse para olhá-la?
Um vídeo curto sobre isso está a caminho — por enquanto, continue lendo.