Junto aos rios da Babilônia nós nos sentamos e choramos com saudade de Sião.
Rios da Babilônia. Não o Jordão, não a água de casa — um rio estrangeiro, no país que os conquistou. É aí que esse salmo planta sua imagem de abertura: pessoas sentadas junto a uma água que não é delas, chorando porque um lugar que amavam se foi e elas não sabem se vai voltar.
O que impressiona é o que fazem com a dor. Não fingem estar bem. Sentam-se e choram, lembrando especificamente do que se perdeu. Não há pressa aqui para explicar o exílio teologicamente ou encontrar o lado bom. Só pessoas, junto a um rio, se permitindo sentir exatamente o que é o deslocamento.
Se você já se sentou em algum lugar estranho — uma cidade nova, uma vida que não saiu como planejado — sentindo falta de algo que não pode recuperar, esse versículo não pede que você pule essa parte. Ele começa ali, com honestidade, antes de ir a qualquer outro lugar.
Se você está sentado junto à sua própria versão de um rio estrangeiro agora, esse salmo sugere que o luto é um bom ponto de partida, não algo para esconder.
Um vídeo curto sobre isso está a caminho — por enquanto, continue lendo.