Se formos atirados na fornalha em chamas, o Deus a quem prestamos culto pode livrar-nos, e ele nos livrará das suas mãos, ó rei. Mas, se ele não nos livrar, saiba, ó rei, que não prestaremos culto aos seus deuses nem adoraremos a imagem de ouro que mandaste erguer".
Três homens estão a segundos de serem executados por se recusarem a se curvar diante de uma estátua, e usam suas últimas palavras para dizer algo que quase ninguém diz sob esse tipo de pressão: Deus pode nos salvar. E se ele não fizer isso, mesmo assim não vamos nos curvar.
Essa segunda parte é o que merece uma pausa. Seria fácil descartar a fé como uma transação — acredite o suficiente, seja resgatado. Esses três se recusam a fazer esse acordo. A lealdade deles não é condicional ao resultado que esperam. Estão prontos para perder tudo e ainda assim não mudar a resposta.
Isso é muito mais difícil de construir uma vida sobre do que "Deus vai resolver se eu acreditar o bastante". É a diferença entre confiar num resultado e confiar numa pessoa, mesmo quando o resultado é completamente incerto. Vale perguntar de qual dos dois você realmente seria capaz, se um dia estivesse no lugar deles.
Se a sua ideia de fé sempre foi sobre resultados garantidos, talvez valha a pena ler isso de novo, mais devagar.
Um vídeo curto sobre isso está a caminho — por enquanto, continue lendo.