Contudo, Nínive tem mais de cento e vinte mil pessoas que não sabem nem distinguir a mão direita da esquerda, além de muitos rebanhos. Não deveria eu ter pena dessa grande cidade? "
A última palavra de Deus a Jonas neste livro não é uma repreensão à teologia dele — é uma repreensão ao seu coração. Jonas queria que Nínive fosse destruída. Deus aponta, quase com delicadeza, que a cidade está cheia de gente que nem sabe distinguir a mão direita da esquerda, além de muito gado confuso. Em outras palavras: eles não sabiam de nada melhor. Estavam perdidos, não eram gênios do mal.
É estranho encontrar isso no centro de um texto religioso antigo — não um Deus exigindo castigo, mas um Deus explicando, com paciência, por que ele não consegue querer isso. Nínive era inimiga de Israel. Não eram pessoas que Deus tinha obrigação de gostar.
Se você sempre presumiu que um Deus digno de ser levado a sério estaria principalmente interessado em cobrar a conta, este versículo questiona isso. Ele sugere algo mais parecido com um Deus que continua procurando motivos para ter misericórdia, mesmo com pessoas que todo mundo já desistiu — incluindo, talvez, gente parecida com você nos seus dias piores.
O que significaria para você se o Deus por trás dessa história fosse mais paciente com você do que você mesmo tem sido?
Um vídeo curto sobre isso está a caminho — por enquanto, continue lendo.