‘Pois nele vivemos, nos movemos e existimos’, como disseram alguns dos poetas de vocês: ‘Também somos descendência dele’.
Paulo disse isso diante de uma multidão que cultuava dezenas de deuses e que, por precaução, tinha erguido um altar a mais um que nem sabiam nomear. A resposta dele não foi condenar aquela tentativa às cegas. Foi apontar para algo que eles já sentiam sem saber como chamar: que não somos criaturas autossuficientes flutuando soltas, mas pessoas que vivem, se movem e existem dentro de algo — de alguém — maior do que nós mesmos.
Ele até recorreu aos próprios poetas deles para reforçar a ideia, o que já diz algo sobre como ele se aproximava de quem não compartilhava suas crenças. Ele não precisava que já concordassem com ele. Começava do que eles já meio que suspeitavam e construía a partir dali.
Você não precisa ter uma teologia pronta para perceber que não inventou a própria existência — que é sustentado por algo que não criou e não consegue explicar totalmente. A afirmação de Paulo é que o Deus que ele descreve não é estranho a esse instinto. Ele é a razão de você tê-lo.
E se a sensação de que você é sustentado por algo maior do que você mesmo não for superstição, mas uma pista que vale a pena seguir?
Um vídeo curto sobre isso está a caminho — por enquanto, continue lendo.