Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor.
Fé e esperança apontam para outro lugar — a fé confia em algo que você ainda não consegue ver completamente, a esperança espera por algo que ainda não aconteceu. Há uma qualidade de estar voltado para frente em ambas, uma incompletude que se resolve quando aquilo que se espera finalmente chega.
O amor não funciona assim, o que talvez explique por que ele dura mais que os outros dois. O amor não é um substituto temporário para algo melhor que vem depois. Não está esperando ser trocado pela coisa de verdade quando ela finalmente aparecer — ele já é a coisa de verdade, agora mesmo, na forma imperfeita que você conseguir dar a ele.
Vale a pena notar isso se você já tratou o amor como a prima suave e sentimental de virtudes mais sérias, como a fé ou a convicção. Este versículo o coloca no topo, não porque seja mais fácil, mas porque é a única coisa que não fica obsoleta. Seja lá o que você acredite sobre a origem dele, o amor descrito assim não é um sentimento que você espera sentir. É algo que você faz agora, no meio de tudo que ainda está sem resolução.
Como seria praticar o amor hoje como algo que você faz, em vez de algo que espera sentir?
Um vídeo curto sobre isso está a caminho — por enquanto, continue lendo.