Agora, não se aflijam nem se recriminem por terem me vendido para cá, pois foi para salvar vidas que Deus me enviou adiante de vocês.
José tem todo motivo para fazer os irmãos pagarem. Eles o jogaram numa cisterna, o venderam como escravo, deixaram o pai sofrer anos acreditando que ele estava morto. Agora estão diante dele, sem poder nenhum, e ele é o segundo homem mais poderoso do Egito. Em vez disso, ele diz: "não se aflijam nem se recriminem... foi para salvar vidas que Deus me enviou adiante de vocês."
Isso não é negação — José não finge que o que fizeram não foi real ou não foi errado. É algo mais difícil: ele olha para a pior coisa que já lhe aconteceu e encontra, por baixo dela, um propósito que ele não escolheu e não poderia ter arquitetado sozinho. O mal foi real. E, de algum jeito, o bem que veio do outro lado também foi.
Se você está segurando algo que alguém fez com você e nunca conseguiu entender, esse versículo não pede que você minimize isso. Ele faz uma pergunta mais difícil: se é possível que algo genuinamente doloroso também se torne, com o tempo, parte de uma história que salva vidas — talvez até a sua.
Há espaço na sua história para que algo doloroso também, um dia, tenha salvado alguma coisa?
Um vídeo curto sobre isso está a caminho — por enquanto, continue lendo.