e disse: "Saí nu do ventre da minha mãe, e nu partirei. O Senhor o deu, o Senhor o levou; louvado seja o nome do Senhor ".
Jó acabou de perder os filhos, a riqueza e tudo que tornava sua vida reconhecível, tudo num único dia. Este não é um versículo sobre alguém processando um contratempo pequeno. É o tipo mais cru de luto que existe. E o que sai da boca dele não é negação, nem é raiva também — é algo mais estranho: nu vim, nu voltarei, o Senhor deu, o Senhor tirou, louvado seja o nome do Senhor.
Isso não é o mesmo que dizer que não dói. É um reconhecimento de que tudo o que ele tinha, ele nunca realmente possuiu de fato — foi dado, e agora se foi, e nenhum dos dois fatos anula o outro. Ele consegue lamentar a perda e ainda assim se apegar a algo maior do que a perda. É um tipo estranho de liberdade, um que a maioria de nós só busca depois de já ter perdido a coisa.
Você não precisa estar em paz com suas próprias perdas para perceber o que Jó está fazendo aqui. Ele não está encenando aceitação. Ele está dizendo a verdade sobre o que sempre foi temporário, mesmo as partes que pareciam permanentes.
Existe algo que você segura como se fosse permanente, mas que, honestamente, talvez sempre tenha sido emprestado?
Um vídeo curto sobre isso está a caminho — por enquanto, continue lendo.