O ódio provoca dissensão, mas o amor cobre todos os pecados.
Duas observações bem comuns, colocadas lado a lado: o ódio provoca dissensão, o amor cobre todos os pecados. Nenhuma das duas linhas exige um salto de fé para entender — qualquer um que já viu uma pequena mágoa virar uma briga enorme, ou viu alguém escolher não trazer à tona uma ferida antiga, já sabe que ambas são simplesmente verdadeiras.
Vale reparar na palavra "cobre". Não ignora, não finge que a ofensa nunca aconteceu — cobre, do jeito que se cobre um ferimento para que ele possa realmente cicatrizar em vez de continuar exposto e piorar. O amor não é descrito aqui como cego. É descrito como algo que escolhe não continuar reabrindo o que já foi tratado.
A maioria de nós tem relacionamentos funcionando no padrão contrário — ofensas antigas guardadas em arquivo, prontas para serem puxadas de novo. Esse provérbio é uma descrição pequena e prática da alternativa, sem nenhuma linguagem religiosa acompanhando.
Se você mantém um arquivo em aberto de ofensas antigas em algum relacionamento importante para você, esse pequeno provérbio talvez valha a pena testar.
Um vídeo curto sobre isso está a caminho — por enquanto, continue lendo.