O Senhor dos Exércitos os abençoará, dizendo: "Bendito seja o Egito, meu povo, a Assíria, obra de minhas mãos, e Israel, minha herança".
Egito e Assíria eram os inimigos históricos de Israel — os impérios que tinham invadido, oprimido e aterrorizado o povo por gerações. Por isso é genuinamente chocante ouvir Deus chamar o Egito de "meu povo" e a Assíria de "obra das minhas mãos", colocando-os na mesma frase que Israel, descrito como sua herança. Isso não é um oráculo sobre os rivais de Israel sendo punidos. É o contrário.
Seria mais fácil, e mais esperado, que essa passagem terminasse em triunfo sobre inimigos. Em vez disso, termina em bênção compartilhada, estendida a nações que tinham todo motivo para ficar de fora dela. Essa é uma visão de pertencimento muito maior do que a linguagem religiosa costuma permitir — uma em que velhas rixas e velhas fronteiras não são a última palavra sobre quem é bem-vindo.
Se você supôs que o que esse Deus oferece é reservado para quem já parece de dentro, esse versículo é evidência direta contra essa suposição. A bênção aparece aqui na companhia mais improvável que se possa imaginar.
Se você supôs que está fora demais para essa bênção te incluir, esse versículo vale a pena ser lido como um contraexemplo direto.
Um vídeo curto sobre isso está a caminho — por enquanto, continue lendo.