" ‘Então, passando por perto, vi você se esperneando em seu sangue, e, enquanto você jazia ali em seu sangue, eu lhe disse: Viva!
A imagem por trás dessa frase é propositalmente desconfortável — um bebê abandonado, deixado exposto e indesejado, coberto pela sujeira de um nascimento que ninguém se deu ao trabalho de limpar. É essa a cena que essa passagem usa para o começo de Jerusalém, e, por extensão, para qualquer um que esse Deus escolhe amar: não escolhido por ser impressionante, mas encontrado na pior condição possível.
E nessa cena entra uma frase, repetida para dar ênfase: Viva. Não "se limpe primeiro". Não "mereça isso". Só uma ordem para sobreviver, dita sobre alguém que ainda não tinha feito nada para merecer e não estava em posição de recusar.
Se o seu ponto de partida — a família em que você nasceu, a bagunça que você não escolheu, coisas feitas a você antes de você ter qualquer voz — já pareceu te desqualificar de ser bem amado, este versículo retrata um amor que começa exatamente ali, no ponto de maior vulnerabilidade, não depois de tudo limpo.
E se a bagunça em que você começou nunca tivesse sido o impedimento que você imaginou?
Um vídeo curto sobre isso está a caminho — por enquanto, continue lendo.