Você foi ungido como um querubim guardião, pois para isso eu o determinei. Você estava no monte santo de Deus e caminhava entre as pedras fulgurantes.
Na superfície, isso é um lamento por um rei estrangeiro, escrito numa linguagem tão grandiosa que parece passar do alvo. "Querubim ungido, guardião." "O monte santo de Deus." "Pedras fulgurantes." O que quer que o rei de Tiro realmente fosse, ele não era isso. E é exatamente por isso que, há milênios, leitores suspeitam que Ezequiel esteja descrevendo algo maior através dele — um ser que teve uma posição extraordinária e a perdeu por orgulho.
O que vale a pena notar não é o mistério de quem era essa figura. É o formato do aviso: até a posição mais privilegiada, o acesso mais próximo possível a Deus, não está imune à corrupção vinda de dentro. O status não protege ninguém de si mesmo.
Isso é desconfortável de ouvir se você já supôs que se aproximar de Deus, ou de qualquer terreno moral elevado, torna alguém seguro contra seus piores instintos. Esse verso diz que o contrário costuma ser tão verdadeiro quanto.
Se você já se perguntou como algo tão próximo de Deus ainda podia dar tão errado, esse lamento antigo faz a mesma pergunta.
Um vídeo curto sobre isso está a caminho — por enquanto, continue lendo.