"Quando Israel era menino, eu o amei, e do Egito chamei o meu filho.
Lido em seu próprio contexto, essa linha é uma lembrança: Deus recordando o êxodo, chamando Israel de seu filho quando a nação era jovem e indefesa no Egito. É terno de um jeito fácil de passar batido — o afeto de um pai por um filho, expresso como história, não como sentimentalismo.
Mateus depois aplica essa mesma linha a Jesus, ligando o início de sua vida à história de Israel de um jeito que surpreende muita gente no primeiro contato. Seja qual for sua leitura dessa conexão, a afirmação de fundo atravessa os dois contextos: o amor de Deus aparece antes de haver qualquer coisa impressionante para amar. Uma nação indefesa, um bebê refugiado — o amor vem primeiro, não como resposta a uma conquista.
Se você já acreditou, mesmo que em silêncio, que o amor de Deus, ou de qualquer pessoa, precisa ser conquistado sendo bom o suficiente primeiro, esse verso mostra algo diferente — amor direcionado a uma criança, a um povo, num momento em que nenhum dos dois tinha feito nada ainda para merecer.
Se você sempre supôs que o amor precisa ser conquistado primeiro, vale a pena perguntar se esse verso descreve uma ordem completamente diferente.
Um vídeo curto sobre isso está a caminho — por enquanto, continue lendo.