E passou diante de Moisés, proclamando: "Senhor, Senhor, Deus compassivo e misericordioso, paciente, cheio de amor e de fidelidade, que mantém o seu amor a milhares e perdoa a maldade, a rebelião e o pecado. Contudo, não deixa de punir o culpado; castiga os filhos e os netos pelo pecado de seus pais, até a terceira e a quarta gerações".
Essa declaração aparece logo depois do pior momento possível — o povo tinha acabado de construir um bezerro de ouro e adorá-lo enquanto Moisés ainda estava no monte recebendo instruções de como adorar o verdadeiro Deus. Se houve um momento pra Deus liderar com raiva, era esse. Em vez disso, as primeiras palavras são: compassivo e misericordioso, paciente, cheio de amor e fidelidade.
Essa ordem não é acidente. O texto segue mencionando justiça, que a culpa não é simplesmente ignorada. Mas a misericórdia vem primeiro, é nomeada primeiro, é enfatizada primeiro. É uma autodescrição oferecida logo depois de uma traição, não uma reputação construída ao longo de anos fáceis e tranquilos.
Se você tem imaginado Deus principalmente como um fiscal rígido esperando você escorregar, essa passagem questiona isso. Ela sugere um caráter que lidera com paciência mesmo depois que o pior já aconteceu. Se essa descrição corresponde à realidade é algo que vale a pena testar contra a sua própria história, não apenas aceitar pela fé.
Se você tem imaginado Deus principalmente como alguém rápido para julgar, o que seria preciso para você testar se a paciência realmente vem primeiro?
Um vídeo curto sobre isso está a caminho — por enquanto, continue lendo.