Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu; ele descansa entre os lírios.
Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu — a frase é construída como um espelho, uma metade respondendo à outra. Não é uma declaração unilateral de posse, e também não é um agarrar-se ansioso e carente. É mútuo, dito com um tipo de confiança tranquila que não precisa ficar se provando o tempo todo.
Depois vem a imagem estranha e suave no final: ele descansa entre os lírios. Não caçando, não exigindo, não inquieto — apenas presente, sem pressa, à vontade num lugar bonito. É uma nota estranha para terminar um poema de amor, mas sugere algo que vale a pena notar: pertencer de verdade não parece desesperado. Parece assentado.
A maioria de nós conhece o que é correr atrás de um amor que nunca se assenta, que te deixa ansioso sobre se ele ainda vai estar lá amanhã. Esse poema descreve algo completamente diferente — um pertencimento tão seguro de si que pode se dar ao luxo de ser calmo.
Se o amor que você conhece sempre pareceu ansioso em vez de assentado, essa imagem de pertencimento calmo talvez mereça sua curiosidade.
Um vídeo curto sobre isso está a caminho — por enquanto, continue lendo.