Coloque-me como um selo sobre o seu coração; como um selo sobre o seu braço; pois o amor é tão forte quanto a morte, e o ciúme é tão inflexível quanto a sepultura. Suas brasas são fogo ardente, são labaredas do Senhor. Nem muitas águas conseguem apagar o amor; os rios não conseguem levá-lo na correnteza. Se alguém oferecesse todas as riquezas da sua casa para adquirir o amor, seria totalmente desprezado.
Coloque-me como um selo sobre o seu coração é um pedido para ser marcado permanentemente por alguém, para deixar uma impressão que não pode ser apagada nem substituída. É seguido por uma das afirmações mais ousadas de toda a poesia antiga: o amor é tão forte quanto a morte, o ciúme tão inflexível quanto a sepultura. Quem escreveu isso não estava interessado em comparar o amor com algo bonito. Compararam-no às duas forças mais invencíveis que conheciam.
Depois vem a economia disso: nem muitas águas conseguem apagar o amor, os rios não conseguem levá-lo na correnteza. Se alguém oferecesse todas as riquezas da sua casa por ele, seria desprezado. O amor de verdade, esse poema insiste, não é uma transação que se compra nem algo que a dificuldade consegue lavar. Não está à venda, e também não pode ser apagado pelas circunstâncias.
Vale a pena parar para notar quão extrema essa afirmação realmente é. A maioria do amor que encontramos é negociável, condicional, corrosível. Esse poema descreve outra coisa — um amor tão implacável quanto a sepultura é implacável, e tão impossível de comprar quanto de afogar.
Se todo amor que você já conheceu pareceu negociável ou condicional, essa afirmação de algo incomprável e inextinguível merece sua curiosidade.
Um vídeo curto sobre isso está a caminho — por enquanto, continue lendo.